A equipe de Stephen H. Taplin, da Group Health Cooperative e da Universidade de Washington, ambas em Seattle, avaliou mulheres com mais de 40 anos que haviam sido submetidas ao exame para identificar câncer de mama entre 1988 e 1993. Cerca de 492 pacientes tiveram o tumor detectado em uma mamografia de rotina, e 164 receberam o diagnóstico a partir de procedimentos realizados além dos exames rotineiros.
Os pesquisadores avaliaram as mamografias feitas antes da detecção do câncer e verificaram que as chances de não identificar um tumor eram duas vezes maiores se o corpo da paciente estivesse posicionado de forma incorreta durante o procedimento.
Desde aquela época, os especialistas aprenderam mais sobre qual a melhor posição para detectar o câncer, informaram os autores do trabalho na edição de abril do American Journal of Roentgenology. "A posição apropriada depende da cooperação entre o profissional que faz o exame e a paciente durante a mamografia", declarou Taplin. "Quando o técnico pede à mulher que se incline em direção ao aparelho para que uma porção maior da mama possa ser vista no filme, isso realmente faz diferença", acrescentou o pesquisador.
Em editorial sobre o estudo, Stephen A. Feig, da Escola de Medicina Monte Sinai, em Nova York, observou que a pesquisa deveria "encorajar esforços para garantir uma qualidade de imagem apropriada em cada procedimento radiológico realizado no país."

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