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Novo estudo descarta que zika chegue ao feto através de células da placenta

5 abr 2016
22h19
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Um novo estudo publicado nesta terça-feira pela revista "Cell Host & Microbe" descartou que o zika vírus chegue ao feto em desenvolvimento através das células da placenta conhecidas como trofoblasto, uma das principais hipóteses ventiladas até agora.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Pittsburgh (Pensilvânia, Estados Unidos) observou o comportamento do vírus em um trofoblasto humano desenvolvido no laboratório e comprovou que, ao contrário do que se tinha sustentado até agora, este não foi infectado pelo zika.

O trofoblasto é um grupo de células que fornece nutrientes ao embrião e se desenvolve como parte importante da placenta, e tinha sido apontado como um dos principais suspeitos de permitir que a infecção de zika passasse da mãe ao bebê em desenvolvimento.

"O trofoblasto é a primeira linha de defesa do bebê contra qualquer coisa que venha do sangue materno, portanto se podia esperar que estas células tivessem alguma maneira de resistir às infecções virais", declarou Yoel Sadovsky, um dos autores do estudo.

"Com base em nosso modelo, parece que o trofoblasto tem uma capacidade inerente de resistir à proliferação do zika vírus, embora não descartemos outras vias pelas quais o vírus possa chegar à cavidade fetal", acrescentou Sadovsky.

Em outro estudo, também publicado hoje pela "Cell Host & Microbe", pesquisadores da Universidade de Washington usaram ratos para observar como se desenvolve o vírus neles e quais de seus tecidos são os mais vulneráveis, e comprovaram que a infecção de zika nos roedores replica a dos humanos.

O surto atual do zika na América, um vírus novo no continente, está cercado de perguntas que a ciência tenta responder em meio ao que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera uma emergência de saúde global.

A rápida expansão e as doenças associadas ao zika obrigaram os organismos e agências de saúde a reconhecerem o quanto ainda se desconhece sobre um vírus que foi descoberto em 1947 na floresta Zika de Uganda.

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EFE   
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