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26 de junho de 2012 • 17h56 • atualizado às 17h58

Considerado cancerígeno, componente da Coca gera polêmica

A Coca-Cola teve seu processo de fabricação reformulado recentemente na América, para diminuir o nível do produto químico em questão, o 4-metilimidazol (4-MI), que é relacionado ao câncer
Foto: Getty Images
 

Ativistas pedem que um componente encontrado na Coca-Cola vendida na Grã-Bretanha seja banido. O produto químico encontrado na coloração caramelo, que dá à bebida sua cor característica, está no centro das discussões nos Estados Unidos por estar relacionado ao câncer. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

A Coca-Cola teve seu processo de fabricação reformulado recentemente na América para diminuir o nível do produto químico em questão, o 4-metilimidazol (4-MI). Mas a precaução ainda não foi acatada em outros países, como a Grã-Bretanha, onde o produto representa o maior número de vendas no segmento de refrigerantes.

A quantiade de 4-MI encontrada em uma Coca-Cola vendida no Grã-Bretanha é de 135 microgramas, valor que é 34 vezes mais alto do que os 4 microgramas encontrado na bebida vendida nos Estados Unidos, de acordo com um novo estudo do grupo americano Center For Science in The Public Interest, em parceria com uma campanha sobre alimentação infantil no Reino Unido.

As autoridades da Saúde na Califórnia estão tão preocupadas com a questão que proibiram qualquer bebida que tenha mais do que 40-MI. Reações químicas entre o açúcar e a amônia resultam na formação do 4-MI, que é apontado como causador de câncer em testes de laboratório com ratos.

Os resultados da pesquisa serão publicados no International Journal of Occupatinal and Evniromental Health. Os ativisitas escreverão para os ministros da Saúde no Reino Unido pedindo que o componente seja banido. Malcom Clark, coordenador da campanha, disse que a "Coca-Cola parece estar tratando seus consumidores no Reino Unido com desdém". "A empresa deveria respeitar a saúde de todos os consumidores ao redor do mundo, usando uma coloração caramelo livre de componentes químicos cancerígenos".

Fabricantes indicam que é possível obter uma coloração caramelo totalmente livre do componente, embora seja quatro vezes mais caro. O  Center For Science in The Public Interest examinou a Coca-Cola ao redor do mundo e chegou à conclusão que, nos Estados Unidos, o 4-MI presente em 355 ml é de 4mcg. O número é maior em todos os outros países avaliados, como 56mcg na China e 267mcg no Brasil. As versões diet e zero não foram incluídas na análise, mas testes anteriores indicaram que elas tendem a ter três vezes menos contaminação do que a versão normal.

Especialistas californianos afirmam que o consumo regular de 4-MI em 30microgramas causaria câncer em uma a cada 100 mil pessoas. A Coca-Cola nega que o componente cause algum risco à saúde humana. No Reino Unido, as autoridades disseram que vão mudar o componente, mas ainda não colocaram a ação na agenda.  

Terra