Capacidade de sorrir de bebês indica evolução cerebral

Sorrir e dar gargalhadas são as primeiras ferramentas de comunicação das crianças com o mundo ao seu redor e revela desenvolvimento cerebral

23 abr 2015
08h00

Sorrir pode ser uma das primeiras formas de comunicação dos bebês, além de representar o início do desenvolvimento cerebral infantil. “Entre o primeiro e o segundo mês a criança já esboça o primeiro sorriso intencional e com isso, a primeira expressão social acontece”, diz a psicóloga infantil Daniella Freixo de Faria, autora do livro Conversa com Criança.

Na verdade, para a psicóloga, o sorriso já existe antes do nascimento do bebê, mas até o primeiro mês de vida não é intencional. “Esse recurso está disponível e, a partir do seu nascimento, o bebê o faz, assim como provavelmente o fazia no útero materno, só que neste caso como uma expressão facial, ainda sem intenção”, diz Daniella. 

Bebês sorriem desde dentro da barriga da mãe
Bebês sorriem desde dentro da barriga da mãe
Foto: Max Bukovski / Shutterstock

A psicóloga diz que pelo sorriso é possível perceber como está o desenvolvimento do cérebro da criança. “Piscar com o barulho, buscar o som, reconhecer o rosto, sorrir, depois rir e emitir sons são passos que mostram claramente o cérebro em desenvolvimento. É nessa grande espiral de desenvolvimento que o bebê passa por todas as fases que se tornam cada vez mais complexas, assim como seu cérebro”, diz a especialista. 

Pais devem incentivar o sorriso 
Para Daniella, incentivar as crianças a rirem desde cedo é muito mais do que só se preocupar com a evolução da comunicação entre pai e filho, é trocar amor. “Os pais devem fazer brincadeiras simples que emitam sons e gestos divertidos como aquela do ‘achou’, cantar músicas, brincar com o pé do bebê e etc. É através do encontro que esse clima se forma, e o que era apenas um sorriso, se transforma em uma risada com som e depois em uma bela gargalhada”, diz a especialista.  

E é um fato comprovado que sorrir faz bem a saúde A cada sorriso, o cérebro é induzido a produzir e liberar mais endorfina, o neurotransmissor relacionado às sensações de prazer e bem-estar, além de ser um potente analgésico natural.

Além disso, ao sorrir temos a certeza de que a conexão com o outro e com o mundo está acontecendo de fato. “Ao trocar sorrisos com o bebê, sabemos que aquela experiência está sendo vivida pela criança. Ao perceber o outro ele também percebe seu próprio contorno físico e emocional”, diz Daniella. 

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