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Criança amamentada no seio tem menos risco de usar aparelho

15 out 2013 - 07h15
(atualizado às 07h15)
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O aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento da articulação temporomandibular (ATM), dos maxilares e da mordida da criança. Ocorre que, para sugar o peito da mãe, o bebê realiza entre 2000 e 3500 movimentos de mandíbula. Com o uso da mamadeira, ocorrem apenas de 1500 a 2000 movimentos. “A força muscular que o bebê necessita para extrair o leite materno, mantendo um fluxo de leite satisfatório, é bem maior do que quando usa a mamadeira”, diz Rosana Possobon, coordenadora do Centro de Pesquisa e Atendimento Odontológico para Pacientes Especiais (Cepae) da Faculdade de Odontologia da Unicamp.

O aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento da articulação temporomandibular (ATM), dos maxilares e da mordida da criança
O aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento da articulação temporomandibular (ATM), dos maxilares e da mordida da criança
Foto: Shutterstock

Segundo a especialista, não só a amamentação, mas a respiração, a mastigação e a deglutição são estimulações funcionais para o crescimento da face. Uma criança que é amamentada exclusivamente no peito, sem uso de chupeta e mamadeira durante os seis primeiros meses de vida e, ao ser introduzida a alimentação complementar, usa apenas o copo para tomar líquidos, teve o estímulo ideal para o crescimento da face. “Essa criança só precisará usar aparelho caso haja outras interferências ou uma herança genética que levem a mal posicionamento dentais, por exemplo”, afirma.

A amamentação natural também exercita os músculos da língua, pelo movimento de ordenha que a criança faz para extrair o leite. Este movimento auxilia o fortalecimento adequado deste órgão. “Está comprovado que crianças que são amamentadas exclusivamente no peito por seis meses, mas que depois começam a usar a mamadeira, tem o posicionamento da língua prejudicado”, explica Rosana. A língua deve ficar posicionada, nos momentos de repouso, encostada no céu da boca (palato). Entre crianças não amamentadas no peito, o posicionamento é entre as arcadas, o que ocasiona mau posicionamento dental, além de estimular a respiração oral.

As pessoas poderiam fazer um teste: tentar respirar pela boca tendo a língua firmemente posicionada no palato. É quase impossível. Porém, ao relaxar a língua, não somente é possível como é favorecido pela abertura mais fácil da boca. “Por isso, crianças amamentadas estão exercitando a postura correta de língua, além disso, mamar no peito e respirar pela boca são atividades incompatíveis”. 

Os prejuízos da respiração bucal vão além da falta de filtrar, umedecer e aquecer o ar que entra para os pulmões. Com a boca ressecada, o processo de cárie é favorecido, uma vez que a saliva protege a boca. “A criança ainda pode apresentar-se hiperativa, comer rápido e portanto comer mais ou menos do que deveria, ter sonolência, roncar e babar à noite e ter uma postura de coluna inadequada .

 

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Fonte: Terra
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