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03 de setembro de 2012 • 08h00

Evite que crianças tenham medo de dentista

Para evitar que seu filho seja um adulto inserido nessa população odontofóbica, basta ficar atento a algumas atitudes e começar o contato com o profissional o quanto antes
Foto: Shutterstock
 

 

Ir ao dentista realmente é uma das obrigações da vida que a maioria das pessoas evitaria, se fosse possível. Afinal o cenário de agulhas, barulhos e uma pessoa de jaleco não é um dos mais atraentes e quase retrata a dor. Dentre inúmeras pesquisas que tentam quantificar quantos têm medo de ir ao dentista, os números giram em torno de 50%. Quando o assunto é a odontofobia – aqueles que não vão ao dentista de jeito nenhum por conta do medo – o número varia entre 15% s 20%.
 
O preocupante é que ao abdicar do tratamento dentário, a incidência de cáries e outras doenças bucais como periodontite e gengivite é nitidamente maior. Para evitar que seu filho seja um adulto inserido nessa população odontofóbica, basta ficar atento a algumas atitudes e começar o contato com o profissional o quanto antes. 
 
As primeiras visitas devem ocorrer assim que os primeiros dentinhos nascerem. Dessa forma, o dentista ensinará aos pais como higienizá-los e preservá-los para que a criança tenha ambas as dentições saudáveis. O profissional também poderá criar o vínculo de afetividade com seu novo paciente, o que é primordial. 
 
Para a dentista Luiza Ferrari Benetti, o ideal é que a ida ao consultório aconteça de forma natural, com muita conversa e espaço para dúvidas de toda a família. “Crianças não se sentem intimidadas ao visitarem o dentista naturalmente, mas é primordial que seus primeiros contatos não envolvam situações de urgências odontológicas, e sim consultas preventivas de introdução da higienização”, diz.
 
Dentista não é um monstro
Sem perceber os pais podem influenciar negativamente os filhos e desenvolver neles o medo de ir ao dentista. Uma criança que só vai ao consultório em emergências e momentos de dor, provavelmente não vá gostar da experiência, como ir ao hospital, por exemplo. Outra coisa importante é que os pais não usem a ida ao dentista como ameaça. “Não diga ao seu filho que se ele não escovar os dentes, vai levá-lo para que o dentista os arranque”, exemplifica Luiza.
 
Segundo a especialista, os odontopediatras estudam variadas técnicas de abordagem para cuidar da saúde dos pequenos, mas basicamente é necessário que a criança se sinta segura e demonstre simpatia pelo profissional. O importante é ensinar os pais e a criança que cuidar dos dentes é um ato básico de higiene e torná-lo prazeroso. “Isto pode ser feito com explicações lúdicas para que, mais que fazer o ato mecânico de higienizar os dentes, entenda o porquê e como deve fazer de forma correta”. 
 
A cirurgiã-dentista Luciana Saraiva utiliza desenhos animados motivacionais que os pacientes podem assistir enquanto fazem o tratamento, além de DVDs com filmes infantis que o próprio paciente escolhe.
 
Não passe seu trauma para frente
O comportamento da criança quase sempre é reflexo dos sentimentos dos pais diante do profissional, portanto se o adulto tem dificuldade de se sentir à vontade com um dentista esse trauma deve ser trabalhado e resolvido. Luciana Saraiva alerta que os pais devem evitar comentários sobre experiências de medos e traumas na frente das crianças para não influenciá-las.
 
Normalmente quando a odontofobia já esta instalada, vem acompanhada de grandes problemas dentais e de autoestima baixa. “Devemos devolver a saúde oral e a felicidade de sorrir a essa pessoa, com tratamentos específicos, auxílio de sedação profunda e terapias”, afirma Luciana.
 
Tecnologia para espantar o medo
 
Uma pesquisa da Brunel University de Londres aponta que 30% dos pacientes evitam ou adiam a visita ao dentista por causa do barulho da broca. Para acabar com o problema, um aparelho, parecido com um fone de ouvido, elimina o som da broca e ainda permite que o paciente ouça música e a voz do dentista. A invenção é de uma equipe do King’s College London e das universidades de Brunel e London South Bank.
 
O aparelho tem um microfone e um chip que analisa a frequência do som da broca. Em seguida, ele produz uma frequência invertida que neutraliza o barulho. Esperamos que a novidade chegue logo por aqui.
Intere Terra