Gatos têm cárie e cães gengivite; saiba como evitar

7 mai 2013
07h08
atualizado às 08h09

Além de ossinhos, roupinhas e banhos, os bichinhos de estimação precisam de cuidados com a saúde bucal. Mesmo com as pessoas tendo cada vez mais consciência sobre as necessidades de cães e gatos, a boca dos bichinhos ainda é negligenciada. “Os dentes ficam escondidos pelos lábios, e as pessoas não entendem bem o que veem”, afirma Marco Antonio Gioso, especialista em odontologia veterinária da faculdade de Veterinária e Zootecnia da USP.

Higienizar os dentes do animal e fazer a limpeza de tártaro garante que os dentes sejam mantidos durante a vida toda
Higienizar os dentes do animal e fazer a limpeza de tártaro garante que os dentes sejam mantidos durante a vida toda
Foto: Shutterstock

Para saber se está tudo bem com seu bichinho de estimação, Gioso indica marcar uma consulta com o veterinário especializado em odontologia, no mínimo, uma vez por ano. “Outro cuidado é escovar os dentes uma vez ao dia, com escovas e pastas de dentes próprias para cães e gatos” diz o especialista. 

Entre os problemas orais que mais acometem os pets está a doença periodontal. Causada pelo acúmulo de tártaro, afeta as gengivas e causa mau hálito. Praticamente todos os cães acima de oito anos de idade sofrem com isso. “As pessoas notam a doença apenas quando sentem o mau cheiro na boca, causado pela grande quantidade de tártaro e a gengiva que está sendo destruída”, explica. No entanto, o maior perigo da doença periodontal é a migração de micro-organismos para o sangue, que causa sérios danos em rins, fígado, articulações e pode até matar. 

Outros problemas que preocupam são as fraturas e o câncer de boca. “O dente fraturado pode expor a polpa (parte interna do dente), contaminá-la, e levar a infecções”, diz Gioso. Os donos de felinos também precisam ficar atentos à lesão reabsortiva odontoclástica dos felinos (LROF), uma lesão dentária parecida com a cárie, que é muito frequente e causa dor. “Mais da metade dos felinos possuem esta lesão, que somente pode ser bem detectada com radiografia intraoral, feita por especialistas”, afirma o especialista.
 
Limpeza 
A frequência da limpeza de tártaro depende de cada animal e raça. Segundo Gioso, alguns precisam fazer anualmente a partir dos três anos de idade, outros a cada três anos. O procedimento começa com anestesia geral, raspagem de todo tártaro e placa bacteriana. Depois é preciso deixar as raízes que ficaram expostas pela doença lisinhas, extrair os dentes comprometidos e fazer polimento. 

Higienizar os dentes do animal e fazer a limpeza de tártaro garante que os dentes sejam mantidos durante a vida toda. “Perder dentes não é normal, nem em seres humanos, nem em animais, quando ocorre é porque não foram limpos”, ressalta Gioso. Segundo ele, o que pode ajudar são os biscoitinhos que prometem limpar os dentes, mas o especialista já avisa: “biscoitos ajudam, mas nada é melhor que escovar diariamente”.

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