Problemas bucais exigem diferentes pastas de dentes; entenda

15 ago 2013
07h15
atualizado às 07h15
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As pastas de dentes possuem características diferentes e, por isso, devem ser indicadas pelos dentistas para que se enquadrem nas necessidades de cada paciente. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada pelas alunas de doutorado do Programa de Dentística da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, intitulada “Citotoxidade e Abrasividade de alguns Dentifrícios”.

As pastas de dentes possuem características diferentes e, por isso, devem ser indicadas pelos dentistas para que se enquadrem nas necessidades de cada paciente
As pastas de dentes possuem características diferentes e, por isso, devem ser indicadas pelos dentistas para que se enquadrem nas necessidades de cada paciente
Foto: Shutterstock

O estudo avaliou oito tipos de cremes dentais para mensurar seus efeitos biológicos nos tecidos da boca. O levantamento aponta que o uso de pastas deve ser indicado de acordo com o perfil do paciente. Do contrário, os resultados podem ser extremamente negativos, como, por exemplo, o desgaste dos dentes.

“Vários são os fatores que conduzem ao desgaste dos dentes, mas um deles é a abrasividade dos cremes dentais. Quanto mais abrasivo, maior o desgaste”, diz Maria Ângela, orientadora do estudo. Para medir a abrasividade – que é diferente em cada pasta –, o estudo teve como referência a dentina, que fica logo abaixo do esmalte. Quando ocorre o desgaste dental, a dentina fica exposta, o que pode causar sensibilidade. Assim, um creme muito abrasivo não seria indicado a um paciente com histórico de dentes sensíveis.

Caso a caso
Hoje, existem no mercado diversos cremes dentais, com funções diferentes. Pacientes portadores de cárie devem priorizar produtos que contenham flúor na composição. Aqueles que possuem desgastes dentais intensos (principalmente jovens) devem evitar pastas muito abrasivas. Quem possui problemas periodontais ou sensibilidade deve procurar produtos que contenham na sua formulação ingredientes dirigidos ao seu problema. “Quem ajuda a determinar essas necessidades é o dentista. É ele que fará a recomendação do melhor dentifrício para o caso de cada indivíduo”, destaca a professora.

Toxicidade do produto
Maria Ângela explica que o universo acadêmico se preocupa, ainda, com os diversos ingredientes que têm sido agregados aos cremes dentais e a maior frequência de seu uso. A pesquisa mostrou que existem pastas que podem ser mais tóxicas que outras, mas ainda não se sabe quais efeitos sobre um tecido bucal diretamente nem qual é o ingrediente responsável por isso.

Um dos componentes que apresentou grande potencial de irritabilidade foi o detergente. Comum em todas as amostras analisadas, a substância é responsável pela formação de espuma. Segundo as pesquisadoras, as pastas com menor percentual de espuma foram as que trouxeram menor irritabilidade nos meios de cultura.

“A toxicidade de alguns dentifrícios disponibilizados no mercado nacional (que poderia provocar problemas em longo prazo para os tecidos bucais: gengiva, lábios, bochechas) foi estudada pelo nosso grupo, assim como a abrasividade. Para nós, fica claro que as pastas dentifrícias vêm recebendo novos ingredientes e estão entrando em contato com os tecidos bucais com mais frequência do que no passado. Estudos devem ser feitos e dirigidos para minimizar estes efeitos”, destaca Maria Ângela.

Fonte: Agência Beta Este conteúdo é de propriedade intelectual do Terra e fica proibido o uso sem prévia autorização. Todos os direitos reservados. Fonte: Terra

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