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13 de junho de 2013 • 07h03

Tecnologias detectam cárie antes de ela aparecer

Segundo especialistas, quando a cárie é tratada rapidamente, é possível evitar obturações e tratamento de canal, usando métodos menos invasivos para a remineralização
Foto: Shutterstock

Alguns avanços no diagnóstico da cárie, antes mesmo de a lesão aparecer, já começaram desde a década de 1990. Testes salivares, laser e transiluminação são algumas das técnicas que permitem detectar a doença em sua fase inicial. Segundo especialistas, quando tratada rapidamente, é possível evitar obturações e tratamento de canal, usando métodos menos invasivos para a remineralização. 

Flúor sagrado
Um dos caminhos do tratamento da cárie é o uso de flúor – um potente ativador da reposição dos minerais perdidos pelos dentes. Se o processo de cárie está acontecendo e os dentes estão perdendo mineral, quando o flúor entra em cena, a perda é muito mais lenta. Ao mesmo tempo, se houver interrupção do processo da cárie, o flúor ajuda a repor minerais perdidos. “O flúor é fundamental não só no tratamento das lesões, mas na prevenção de seu aparecimento”, diz a dentista Livia Tenuta, professora da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp, especialista em Bioquímica e Cariologia.

Novas tecnologias
Ainda assim, prevenir é sempre mais indicado do que tratar a doença. Os testes salivares, por exemplo, medem a capacidade tampão da saliva, que tem como função manter o pH da boca constante. Assim, ao neutralizar a produção de ácidos formados pela placa bacteriana, evita a desmineralização do esmalte e a formação de cárie. O exame também detecta o nível de bactérias causadoras da cárie presentes na saliva. Outros recursos como o QLF e o laser usam a luz para indicar locais nos dentes em que já ocorre desmineralização. 

Porém, as vantagens das novas tecnologias em relação aos tradicionais exames visuais do dentista ainda são questionadas por alguns profissionais. Segundo Livia, o cirurgião-dentista não precisa de nada mais além de uma boa limpeza dos dentes e um exame clínico visual acurado. “As novas tecnologias não adicionam eficiência ou sensibilidade ao exame visual do dentista”, afirma.

Faça sua parte
Para a especialista, a visita regular ao dentista é fundamental para o diagnóstico precoce e tratamento da cárie. Mas o paciente é o principal responsável por se prevenir no dia a dia, ao cuidar da higiene bucal e consumir açúcar com moderação. “É imprescindível usar um creme dental fluoretado e evitar balas, comidas açucaradas ou mesmo um cafezinho adoçado várias vezes ao dia”, recomenda Tenuta.

Conheça as tecnologias que auxiliam o diagnóstico precoce da cárie

- Testes salivares: mostram qual o risco do paciente de desenvolver a cárie e se ele precisa de medidas odontológicas para reduzir a velocidade da progressão da doença. Isso é possível, pois estes testes avaliam o nível de bactérias causadoras da cárie, evidenciam o potencial cariogênico dos microrganismos presentes e o alto consumo de açúcar.

- QLF (Quantitative Light-induced Fluorescence): câmera digital que tira fotos de fluorescência que, quando vistas no computador, indicam os locais em que já ocorre a desmineralização do esmalte dental, ou seja, a cárie está em estágio inicial e pode progredir.

- Transiluminação: esta técnica usa a fibra ótica para visualizar melhor os primeiros sinais de cárie.

- Laser: a luz do laser também permite visualizar, por fluorescência, as áreas em que o processo da cárie já foi iniciado. Isso acontece porque o esmalte dental desmineralizado e as bactérias fluorescem quando estimuladas pela irradiação a laser.

- Cariescan: esta técnica usa sensores que escaneiam os dentes dos pacientes e mostram, com a ajuda de um software que lê os dados levantados, se há áreas em que a cárie está em estágio inicial. Sua acurácia é de 92,5%.

Beta Terra