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Serra Leoa imporá novo toque de recolher para tentar conter ebola

19 mar 2015
12h11
atualizado às 12h11
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Serra Leoa anunciou nesta quinta-feira um novo toque de recolher que obrigará os cidadãos a permanecerem em suas casas durante três dias, medida com a qual o governo pretende conter a transmissão do vírus do ebola, que já matou cerca de 3.700 pessoas no país.

"O bloqueio acontecerá entre os dias 27 e 29 de março e será como o que fizemos em setembro do ano passado", anunciou o diretor do Centro Nacional de Resposta ao ebola, Pau Conteh, na rádio estatal.

"O governo e sua equipe têm esperança de que os casos que ainda não foram notificados ou registrados saiam à luz durante esses dias".

Segundo o último relatório divulgado ontem pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Serra Leoa registrou até o momento 11.751 casos de ebola, o que o tornou o país com mais contágios do vírus.

Apesar do apoio internacional para lutar contra o ebola, Serra Leoa ainda enfrenta dificuldades para conter o vírus.

Por isso, os funcionários acreditam que esse toque de três dias permitirá conter a transmissão do ebola, que ainda continua sendo "constante" entre a comunidade, segundo a OMS.

No entanto, muitos cidadãos não receberam bem esta nova medida governamental, como é o caso de Baimba Kamara, de 65 anos, morador da capital, Freetown.

"Não posso entender por que nos encerram outros três dias depois de já terem feito isso há alguns meses. As autoridades sanitárias não estão encorajando as pessoas a cumprirem os protocolos de prevenção do ebola", disse Kamara à agência Efe em entrevista por telefone.

O governo tem recebido várias críticas por sua estratégia de luta contra a epidemia, que abateu a economia e o desenvolvimento do país.

"Continuamos tentando buscar uma solução para acabar com o vírus", lamentou Johan Mambu, um jovem de 28 anos que acredita que o ebola "está sabotando o futuro do país".

Este é o segundo toque de recolher imposto pelas autoridades de Serra Leoa.

A epidemia já infectou mais de 24 mil pessoas na África Ocidental, e mais de 10 mil morreram em decorrência da doença.

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EFE   
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