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Vacina experimental oferece proteção inédita contra malária

8 ago 2013
18h22
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Um novo tipo de vacina contra a malária que imita os efeitos das picadas do mosquito demonstrou resultados iniciais promissores, ao fornecer uma proteção total a uma dúzia de voluntários humanos, anunciaram cientistas esta quinta-feira.

A vacina PfSPZ, do laboratório Sanaria, com sede em Maryland, contém parasitas vivos e é complicada de ser feita porque exige que os cientistas dissequem as glândulas salivares dos mosquitos para alcançar os parasitas Plasmodium, que causam malária.

Estes esporozoários depois são enfraquecidos de forma a não causarem a doença e incorporados a uma vacina que precisa ser injetada várias vezes na circulação do indivíduo, sendo que as aplicações são feitas com um mês de intervalo entre elas.

Um teste com a mesma vacina, dois anos atrás, administrada na pele dos pacientes, forma como é aplicada a maioria das vacinas, imunizou apenas 44 voluntários.

Mas o último teste demonstrou que injetar a vacina na corrente sanguínea garantiu proteção contra a malária nos seis voluntários que receberam cinco injeções com a dosagem mais alta, segundo resultados publicados na revista científica americana Science.

Seis dos nove voluntários de um grupo separado, que tomaram quatro injeções com a dose mais elevada - 135.000 esporozoários por injeção - também ficaram totalmente imunizados contra a malária, afirmou.

O estudo foi feito com 57 pessoas, incluindo 40 que tomaram a vacina em doses variadas e 17 de um grupo de controle.

O co-autor do estudo, Robert Seder, do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas disse à Science que as descobertas são "muito promissoras", mas afirmou que a vacina precisa de mais estudos.

"Precisamos repeti-lo (o teste) com um grande número de pessoas", acrescentou.

O principal pesquisador, Stephen Hoffman, diretor-executivo do Sanaria, também trabalha com engenheiros da Universidade Harvard para automatizar o processo de dissecar os mosquitos, destacou a Science.

A companhia atualmente emprega "de 12 a 15 'dissecadores', cada um capaz de destrinchar cerca de 150 mosquitos por hora", acrescentou.

A vacina PfSPZ do Sanaria contém "parasitas vivos enfraquecidos e purificados da malária que não causam a doença", destacou o comunicado.

"Embora ainda estejamos nos primeiros estágios de teste, acreditamos que esta vacina vá ser usada para eliminar a malária", disse Hoffman.

"É razoável sugerir que dentro de três a cinco anos, uma vacina segura e confiável poderá ser uma realidade comercial e fornecer benefícios médicos para uma enorme população", continuou.

Em seguida, uma série de pequenos testes clínicos estão planejados para Tanzânia, Alemanha e Estados Unidos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a malária infectou 220 milhões de pessoas em 2010 e matou 660.000. A maioria das mortes foi registrada entre crianças da África.

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