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Estudo vincula riscos de transtornos vasculares com doença de Alzheimer

11 abr 2017
18h59
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Os fatores de risco vascular, como obesidade, pressão arterial alta, diabetes, colesterol alto e tabagismo, estão associados a altos níveis de uma proteína vinculada à doença de Alzheimer, segundo um estudo publicado nesta terça-feira no "Journal of the American Medical Association".

A pesquisa, realizada por um grupo de especialistas da escola de medicina da Universidade John Hopkins, recompila informação de 346 pessoas que não tinham a doença, mas que tinham algum dos fatores de risco para transtornos vasculares.

"Uma forte evidência respalda a teoria que os fatores de risco vascular têm um papel no desenvolvimento e na etiologia da doença de Alzheimer", sustentam os autores do estudo, liderados pela pesquisadora Rebecca Gottesman.

"A maioria destes riscos, incluindo hipertensão, diabetes, tabagismo e colesterol alto, estiveram associados com o risco de demência em geral e com a doença de Alzheimer em particular", acrescenta o texto.

Gottesman e sua equipe examinaram os dados de 346 indivíduos que, entre 1987 e 1989, continuaram submetidos aos fatores de risco vascular e, no período 2011-2013, participaram em um estudo com imagens que permitiu identificar a presença da proteína amiloide no cérebro, um biomarcador vinculado ao Alzheimer.

A disponibilidade destas imagens permitiu estudar os indivíduos antes que desenvolvessem algum tipo de demência e, dessa maneira, considerar o papel que tiveram os transtornos vasculares e a proteína.

"Um alto número de fatores de risco vascular na meia idade, mas não na velhice, esteve associado com uma elevada proteína amiloide no cérebro", concluíram os investigadores em seu estudo.

O texto detalha que "31% dos indivíduos com zero fatores de risco vascular de meia idade tinha amiloide elevada ao chegar a uma idade avançada, em contraste com 61% dos indivíduos com pelo menos dois fatores de risco vascular de meia idade que tinham amiloide elevada na velhice".

Para os autores, estes resultados "são consequentes" com a idéia de que os transtornos vasculares têm um papel no desenvolvimento da doença de Alzheimer.

EFE   

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