Boca fechada: dicas ajudam a escapar do contágio da H1N1

Evite compartilhar escova de dente e talheres, lave as mãos sempre que possível e cuidado com quem você sai beijando por aí

25 mai 2016
08h00
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A H1N1 é uma doença respiratória parecida com uma gripe, só que com sintomas e intensidade bem mais fortes. Causadora de uma epidemia no país, que já matou mais de 200 pessoas só este ano, uma das principais preocupações que envolve esta doença é sua forma de contágio que pode ser através da saliva. Para te ajudar a escapar desse mal, seguem algumas dicas de prevenção dadas por quem mais entende de boca e saliva, o dentista!.

Perdigotos são aquelas gotículas que saem da nossa boca e nariz quando tossimos ou espirramos. Apesar de parecerem inofensivas, elas são capazes de alcançar grandes distâncias levando um possível vírus até outra pessoa
Perdigotos são aquelas gotículas que saem da nossa boca e nariz quando tossimos ou espirramos. Apesar de parecerem inofensivas, elas são capazes de alcançar grandes distâncias levando um possível vírus até outra pessoa
Foto: Alenkadr / Shutterstock

Antes de mais nada, é importante dizer que atualmente a melhor forma de prevenção é a vacina própria para essa doença que já está disponibilizada em diversos postos de saúdes espalhados por todo o país.

No entanto, dicas de comportamento que podem colaborar nessa luta nunca são demais. Se a H1N1 pode ser transmitida pela saliva, a primeira ordem para escapar dela é evitar compartilhar qualquer objeto/alimento que se costuma colocar na boca, e isso inclui escovas de dente, talheres, pirulitos e etc. Quem tem o hábito de colocar a mão na boca o tempo todo, seja para roer unhas, chupar o dedo ou qualquer outro motivo também precisa ficar atento e rever alguns costumes.

“É fundamental lavar as mãos em qualquer situação, seja após usar o banheiro ou ao chegar da rua em casa ou no trabalho. É bom evitar os cumprimentos com apertos de mãos e beijinhos, beber bastante água, ter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física. É importante cuidar do seu estado imunológico. Boa imunidade é a melhor prevenção”, diz Karyne Magalhães, cirurgiã-dentista habilitada no diagnóstico e tratamento das disfunções salivares e membro da Associação Brasileira de Odontologia de Goiás (ABO-GO).

Cof, cof, cof...
Já ouviu falar em perdigotos? Eles nada mais são do que aquelas gotículas que saem da nossa boca e nariz quando tossimos ou espirramos. Apesar de parecerem inofensivas, elas são capazes de alcançar grandes distâncias levando um possível vírus até outra pessoa. “O ideal é sempre colocar a mão ou um lenço sobre a boca ao tossir ou espirrar”, diz a especialista.

Segundo ela, ainda não é o caso de apelarmos para aquelas máscaras de feltro ou tecido que tapam a boca. “Elas diminuem o risco de contágio e se forem uma opção para você, o ideal é trocá-las toda vez que ficarem úmidas ou ao fim do dia, pois são descartáveis e não podem ser reutilizadas”, diz Karyne.

Atenção beijoqueiros!
Bom, se essa doença pode ser transmitida pela saliva, é claro que beijos na boca estão na zona de risco. “Mas é muito complicado pedir para que as pessoas evitem o beijo, né? O que pedimos é que tomem cuidado com quem estão beijando. Beijoqueiros de carnavais fora de época, baladas e festas podem correr um risco maior que a maioria das pessoas”, diz a dentista.

Poder da higiene bucal
Há quem pergunte aos dentistas se é possível evitar a H1N1 escovando muito bem os dentes e usando enxaguantes fortes a base de álcool.

“A higiene bucal é de extrema importância em qualquer situação, porém como a gripe é provocada por vírus, essa prática higiênica não tem poder de mata-lo. Higienizar a cavidade bucal reduz consideravelmente a carga microbiana, mas não evita a transmissão do H1N1”, diz Karyne.

Mas é importante ressaltar: após ser curado da H1N1, de qualquer outra gripe ou de doenças de fácil contágio, é fundamental que se troque a escova de dente para evitar uma nova contaminação.

Agência Beta

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