Mau hálito: jantar que nada, resgate a paixão no dentista!

Especialista conta que é comum casais procurarem tratamento para halitose para salvar casamentos e namoros

10 jun 2016
08h00
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Dia dos namorados chegando, é hora de se preparar para ficar grudadinho na pessoa amada, não? Depende, como vai o hálito dela? Você pode não acreditar, mas problemas desse tipo têm sido motivo de crises em casamentos e até de término de relacionamentos. Mas calma, se você se identificou com o tema, ao invés de ir a um restaurante nessa data, procure um dentista para resgatar a paixão!

Cláudia está acostumada a ver em seu consultório pessoas alegando que o problema está interferindo na sua relação. E muitas vezes ela percebe que os dois lados sofrem, o portador e o parceiro
Cláudia está acostumada a ver em seu consultório pessoas alegando que o problema está interferindo na sua relação. E muitas vezes ela percebe que os dois lados sofrem, o portador e o parceiro
Foto: CREATISTA / Shutterstock

Quando falamos de relacionamento amoroso estamos falando de proximidade e é por isso que o mau hálito pode atrapalhar muito um casal. “Conviver com alguém que tem mau hálito pode levar a uma perda de intimidade progressiva do casal. O hálito desagradável faz com que um dos parceiros comece a se distanciar da outra parte, até mesmo sem perceber, e com o passar do tempo vem o distanciamento total”, diz Claudia Starling , cirurgiã-dentista membro da Associação Brasileira de Halitose (ABHA).

Especialista no assunto, Cláudia está acostumada a ver em seu consultório pessoas alegando que o problema está interferindo na sua relação. E muitas vezes são os dois lados que sofrem, o portador e o parceiro.

”Com o passar do tempo, torna-se muito constrangedor ficar comentando toda hora o problema do mau hálito com a pessoa amada e sendo assim, o parceiro vai reduzindo a quantidade de beijos no dia a dia, as conversas muito próximas e demais carícias. Mais para frente, se esse mau hálito não for tratado, é a vida sexual do casal que sofrerá sérias consequências culminando com a diminuição da libido e podendo levar até a separação”, diz a especialista.

Medo de magoar
A história de Maria Luiza é um caso clássico onde a parceira sofre mais que o portador. Segundo Cláudia, ela chegou a seu consultório reclamando que seu marido, João Carlos, tinha um mau hálito muito forte, mas que ela não conseguia dizer isso a ele com medo de magoá-lo. João sofria de fadiga olfatória, que é quando a própria pessoa não sente o cheiro da boca, pois o nariz já está “acostumado” com ele.

“Com a vinda de seu esposo ao meu consultório, providenciei os exames e diagnostiquei um quadro grave de halitose. Após o tratamento Maria Luiza retornou ao consultório muito feliz dizendo que seu casamento estava revigorado”, conta a especialista.

Já separados
O segundo caso fala de um casal de jovens que, embora ainda estivessem casados, já se comportavam como estranhos. Dessa vez, a esposa Mariana não hesitou em avisar o marido sobre o problema, mas Fernando não admitia a situação e as brigas entre eles eram constantes.

“Ela passou a chamá-lo de gambazinho e ele ficava muito irritado toda vez que ela tocava no assunto”, diz Cláudia.

Não tolerando as constantes brigas, Fernando resolveu procurar uma especialista no assunto, a fim de salvar seu casamento. “Em sua primeira consulta já percebi que ele tinha um grave problema de halitose e iniciamos o tratamento imediatamente. Após a conclusão, Fernando voltou ao meu consultório para me mostrar as passagens para uma segunda lua de mel com Mariana”, lembra a dentista.

Salve seu relacionamento!
De acordo a ABHA, 30% dos brasileiros tem mau hálito, ou seja, você pode estar dentro dessas estatística, uma vez que a halitose nem sempre está associada apenas com má higienização. Se esse problema está afetando seu relacionamento, salve-o no dentista!

“A maioria dos casos a halitose tem cura. Para os que não têm, há prevenção e controle como é o caso das pessoas que sofrem com a diabetes, que possuem pouca saliva por causa da desidratação e dos medicamentos para a doença”, diz a especialista.

*os nomes foram alterados para preservar a identidade dos personagens.

Agência Beta

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