Os dentes permanentes do meu filho não nascem. E agora?

Especialista esclarece quando reconhecer o problema e o que fazer se a fase banguela se prolongar muito

16 ago 2016
08h00
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Entre a queda do dente de leite e o nascimento total do permanente existe um período fofo em que a criança fica "banguelinha". No entanto, essa fase não pode durar muito, pois uma longa espera pelos novos dentinhos pode ser sinal de que algo de errado está acontecendo na boca do seu filho.

O permanente também demora para dar as caras quando o dente de leite cai muito cedo por causa de uma cárie ou um trauma
O permanente também demora para dar as caras quando o dente de leite cai muito cedo por causa de uma cárie ou um trauma
Foto: Shame White / Shutterstock

Segundo a odontopediatra Andreza Monteiro Fernandes, a fase banguela deve durar entre 1 e 3 meses. “Após os três meses de espera, recomenda-se procurar um especialista para que ele examine a situação e esclareça a se ela está normal ou se necessita de algum tratamento”, diz.

Preguiça, trauma e dente extra
Quando um dente permanente demora a nascer pode ser que algumas coisas estejam acontecendo. A mais simples delas é quando o dente está na gengiva, mas só está com um pouco de “preguiça” de aparecer.

O permanente também demora para dar as caras quando o dente de leite cai muito cedo por causa de uma cárie ou um trauma. “Mesmo com essa queda antecipada, o permanente só vai nascer na hora certa”, diz a especialista.

Ainda falando de traumas no dente de leite, dependendo da época e do tipo de choque, o dente permanente pode ser deslocado e impedido de nascer. “A presença de um dente extra no osso também pode ser um motivo para esse atraso. Ainda há casos de ausência congênita do dente permanente, que geralmente é hereditário e por fim, o dente pode estar em outro local da boca e só será localizado com exames de imagem”, diz a especialista.

Problemas futuros
É importante que se diga que, em qualquer uma dessas situações, o odontopediatra deve ser consultado o mais rápido possível, pois tratamentos precoces têm mais chances de sucesso.

“A ausência prolongada de um dente permanente pode levar a problemas de convívio sociais, esqueléticos (o osso próximo ao dente só cresce na presença do dente), problemas oclusais e ortodônticos (mau posicionamento dentário), mastigatórios, problemas estéticos, dentre outros”, diz Andreza.

Presente, mas não nasce
Como as causas são muitas, os tratamentos também diferenciam. Fazer um corte na gengiva para facilitar o nascimento do dente preguiçoso, puxar o dente com aparelho ortodôntico para o local certo ou fazer uma cirurgia para a remoção do dente extra são alguns dos tratamentos mais comuns para quando o dente está presente e não nasce.

“Nos casos em que há a ausência do dente, o paciente necessita de tratamento ortodôntico e acompanhamento até o final do crescimento de todos os dentes para fazer a substituição com implante dentário”, diz Andreza.

Acompanhamento desde cedo
Para Andreza, a saúde está voltada para a prevenção. “A primeira consulta ao odontopediatra deve ser feita ainda na gestação ou antes do nascimento dos primeiros dentes. Nela, todas as dúvidas deverão ser esclarecidas e as orientações sobre higienização e alimentação serão passadas para os pais no intuito de prevenir as doenças bucais nos bebês”, diz a especialista.

Fazendo acompanhamentos periódicos é possível prevenir problemas futuros e permitir que a criança estabeleça uma relação tranquila e de confiança com o profissional, crescendo sem traumas.

“Bons hábitos são adquiridos desde pequeno. O ideal é que as visitas preventivas aconteçam a cada fase da vida de seu filho, de acordo com os critérios e frequência estabelecidos pelo dentista de sua confiança”, diz Andreza.

Fonte: Agência Beta Este conteúdo é de propriedade intelectual do Terra e fica proibido o uso sem prévia autorização. Todos os direitos reservados.

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