A restauração ficou muito alta? Volte ao dentista!

Uma restauração alta demais pode causar sobrepeso e até trauma dentário, por isso não espere o tempo desgastá-la

1 nov 2016
08h00
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Restauração dentária nada mais é do que fazer uma reconstrução do dente com resina ou amálgama. Normalmente esse trabalho fica perfeito e o paciente vai para a casa com seus problemas resolvidos. No entanto, há a possibilidade de ela ficar alta demais ou um pouco baixa. E o que essa matéria pretende te contar é que se isso aconteceu com você, é melhor remarcar uma consulta.

Normalmente quando a restauração fica alta dá para perceber ainda na consulta quando o paciente fecha a boca e sente os dentes se encostando
Normalmente quando a restauração fica alta dá para perceber ainda na consulta quando o paciente fecha a boca e sente os dentes se encostando
Foto: Djomas / Shutterstock

A verdade é que uma restauração não pode ficar alta nem baixa, ela precisa ficar na altura certa. Mas por que essa desigualdade pode acontecer? Segundo Dennys Baêta Rocha, cirurgião-dentista especialista em Odontologia Estética e Restauradora, isso acontece quando o profissional não tem referência da anatomia original daquele dente e se baseia nos conhecimentos que tem sobre anatomia dentária em geral para recriar o desenho do dente a ser restaurado.

“Não é um erro de cálculo, mas se o dentista observa bem as características dos dentes equivalentes e dos antagonistas e tem conhecimento sobre anatomia dentária e uma boa técnica restauradora, os ajustes tendem a ser mínimos”, diz o especialista.

Volte ao dentista
Normalmente quando esse problema acontece dá para perceber ainda na consulta quando o paciente fecha a boca e sente os dentes se encostando. Mas às vezes, por estar deitado na cadeira do dentista com a mordida em uma posição um pouco diferente de quando está em pé, essa diferença não é percebida na hora.

Nessa hora pensamentos como: “deixa quieto, com o tempo ela desgasta” podem causar ainda mais problemas. “É importante comunicar ao dentista e retornar para novo ajuste. Se a restauração de fato estiver mais alta, mesmo que depois um ou dois dias isso já não seja tão perceptível ou incômodo, passa a existir o risco de trauma dentário e quebra da restauração, entre outros possíveis prejuízos”, diz Dennys.

Um trauma dentário pode acontecer porque como o dente em questão está mais alto, ele será o primeiro a receber toda a carga da arcada superior e ficará sobrecarregado. Pense em um grupo de pessoas carregando acima da cabeça algo bem pesado. O mais alto sofrerá mais com essa situação, não?

“Se a restauração fica alta, dente e restauração trabalham com sobrecarga, o que pode danificar a restauração, traumatizar o dente e sua estrutura de suporte, deixando o dente dolorido ou até com mobilidade, ou ainda levar a alguma alteração em nível de musculatura e articulação temporomandibular”, diz o especialista.

Já se a restauração ficar baixa (suboclusão), o dente não participará tão efetivamente da função mastigatória da boca e tanto ele quanto o seu antagonista podem mudar de posição pela falta do equilíbrio oclusal.

Fácil de resolver
Apesar dos transtornos serem severos, resolver esse problema é mais fácil do que parece. “O dentista pode resolver isso conferindo os contatos dentários logo após a conclusão das restaurações e periodicamente nas revisões clínicas dos pacientes, buscando eliminar os eventuais contatos traumáticos e deixando as arcadas dentárias numa situação que chamamos de equilíbrio oclusal: contatos dentários equilibrados em diferentes posições, estáticas e dinâmicas”, diz o especialista.

Uma forma de fazer essa conferência ainda na consulta é realizando a verificação dos contatos através de marcações com carbono odontológico diretamente sobre o dente récem-restaurado.

Agência Beta

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