Como eu sei se preciso de uma cirurgia Ortognática?

Se sua mordida é aberta ou seu queixo é muito para frente ou para trás, é melhor você procurar um profissional

3 nov 2016
08h00
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A cirurgia Ortognática é indicada para casos em que o tratamento ortodôntico somente não é capaz de corrigir certas discrepâncias da maxila e da mandíbula como uma mordida aberta ou um queixo muito pequeno ou grande. Mas quando realmente é necessário fazer esse procedimento? É o que vamos descobrir!

A partir dos resultados encontrados na sua documentação ortodôntica é possível chegar a um diagnóstico e desenhar um plano de tratamento que pode contar com o uso do aparelho, com a cirurgia ou com os dois
A partir dos resultados encontrados na sua documentação ortodôntica é possível chegar a um diagnóstico e desenhar um plano de tratamento que pode contar com o uso do aparelho, com a cirurgia ou com os dois
Foto: hxdbzxy / Shutterstock

Para começar, é importante dizer que essa cirurgia deve ser realizada por um dentista especializado em Buco Maxilo Facial, a nível hospitalar e com anestesia geral. Normalmente ela é feita por dentro da boca, sendo bem rara às vezes em que é preciso fazer cortes no rosto. Ela consiste basicamente em “soltar” (e depois reposicionar e prender com parafusos de titânio) o maxilar superior, ou o inferior, ou o queixo ou, em casos mais graves, todos eles.

“Há um limite de correção ou camuflagem do problema esquelético em que se pode compensar com a ortodontia. Desta forma, o planejamento do caso deve ser bem feito e bem explicado para o paciente, pois serão dois caminhos distintos de tratamento”, diz a ortodontista Manoela Figueirêdo.

Preciso dessa cirurgia?
Segundo a especialista, a pessoa que costuma precisar dessa cirurgia já percebe que há algo errado com seu sorriso antes do diagnóstico. “Normalmente a pessoa leiga encontra em si algo que não lhe agrada. Pode ser um caso de mordida aberta, prognatismo (mandíbula/maxila muito grandes) ou retrognatismo (mandíbula/maxila muito pequenos) além de dentes apinhados ou tortos”, diz a especialista.

Manoela alerta que se você se identificou com algum dos perfis citados acima, procure um especialista. “O profissional ouvirá sua queixa, examinará clinicamente seu perfil, sua condição odontológica e solicitará sua documentação ortodôntica. A partir dos resultados encontrados nas suas medidas cefalométricas, que são traçadas baseadas nas radiografias/tomografias presentes na documentação, fotografias e avaliações clínicas é possível chegar a um diagnóstico e desenhar um plano de tratamento”, diz a especialista.

Este plano, dependendo da gravidade do caso, pode ser resolvido de três formas: somente com ortodontia; ortodontia e cirurgia ortognática ou somente cirurgia ortognática, sendo este último muito difícil de ocorrer.

Aparelho e cirurgia
Quando o plano traçado for aquele que precisa de aparelho e cirurgia, um novo leque de opção será aberto. “Dependendo do caso, o aparelho ortodôntico pode ser usado antes, durante e após a cirurgia. Na verdade, esta é a forma mais tradicional. Quanto melhor executada a ortodontia prévia, maiores serão as chances de sucesso após uma cirurgia bem feita, logo, a segunda parte ortodôntica será breve e de retoques finais”, diz Manoela.

Mas também é possível que o aparelho só seja necessário após a cirurgia, sendo esta conhecida como uma cirurgia com benefício antecipado.  “A idade mínima para um procedimento cirúrgico desta natureza é compatível com o término da fase de crescimento. Assim, haverá uma maior estabilidade no resultado final do tratamento”, diz a especialista.

Sem dor e com hamonia
Embora pareça algo longo e mais complicado, essa combinação de tratamentos que conta com a cirurgia é muito importante para a qualidade de vida do paciente e para a melhoria da sua autoestima uma vez que esse procedimento é capaz de modificar bastante (para melhor) a fisionomia da pessoa, devolvendo-lhe harmonia.

“Muitas vezes o paciente já tem outro problema associado antes da cirurgia/tratamento como desgastes dentários precoces ou perdas ósseas devido à má oclusão dentária. Outro fator que pode ocorrer é o distúrbio temporomandibular (DTM), seja articular ou muscular”, diz a dentista.

Portanto, se você já percebeu que há algo errado com sua mordida, procure um especialista. “O quanto antes esse problema for detectado, seja pelos responsáveis ou pelo próprio paciente, menos riscos de agravamento da situação poderao acontecer”, diz Manoela.

Agência Beta

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