Dúvida cruel: quanto tempo vou ficar com esse aparelho?

Estudos preveem que um tratamento ortodôntico pode durar de 14 a 33 meses

20 dez 2016
08h00
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Assim que uma pessoa coloca o aparelho fixo a primeira pergunta que vem à sua cabeça é: quanto tempo terei que ficar com ele? Segundo um estudo feito por universidades da Inglaterra, Suíça e Grécia, o tempo de duração de um tratamento ortodôntico pode variar de 14 a 33 meses. Essa variante é grande porque muitos fatores podem influenciar o processo.

O tempo de tratamento varia muito de acordo com o tipo de problema que o paciente apresenta inicialmente, resposta do organismo, necessidade ou não de auxílio de outras especialidades e cooperação e assiduidade do paciente
O tempo de tratamento varia muito de acordo com o tipo de problema que o paciente apresenta inicialmente, resposta do organismo, necessidade ou não de auxílio de outras especialidades e cooperação e assiduidade do paciente
Foto: fotorince / Shutterstock

“Esse tempo varia muito de acordo com o tipo de problema que o paciente apresenta inicialmente, resposta do organismo, necessidade ou não de auxílio de outras especialidades (cirurgia, prótese, periodontia e estética, por exemplo) e cooperação e assiduidade do paciente”, explica Alexandre da Veiga Jardim, cirurgião-dentista especializado em ortodontia e autor do blog Ortodontia Descomplicada.

E quando o aparelho é móvel, essa estimativa de tempo varia ainda mais, pois eles servem para inúmeros fins como para procedimentos que ajudam o desenvolvimento normal da dentição, procedimentos ortopédicos que atuam sobre o crescimento facial e até mesmo no controle de hábitos prejudiciais, como chupar dedo ou alterações de deglutição. “Eles podem ser usados apenas por algumas semanas ou por vários meses, dependendo da necessidade do caso”, diz o especialista.

Casos mais longos
Mas como saber se no seu caso o tratamento será longo ou curto? Bem, segundo Alexandre, existem alguns casos que são mais complicados que outros logo de início.

“Casos em que precisamos controlar um hábito como chupar o dedo podem ter um tempo indeterminado de tratamento, pois dependem mais da cooperação do paciente do que do próprio aparelho ortodôntico”, diz o dentista.

Há ainda situações onde o profissional precisa acompanhar o paciente por muitos anos, mesmo que ele não esteja usando aparelho. “Casos em que há uma alteração de crescimento como o prognatismo, que é quando a mandíbula se desenvolve excessivamente, podem necessitar de um acompanhamento (não necessariamente tratamento ortodôntico) durante todo o período de crescimento do paciente que vai dos 8 aos 20 anos”, diz Alexandre.

Casos que envolvem extrações dentárias também podem ser mais trabalhosos, assim como casos de dentes impactados (que não nascem).

Casos mais rápidos
Os casos que são mais rápidos geralmente são aqueles que o paciente não apresenta alterações que envolvem a face e sim, apenas apinhamentos leves (quando um dente nasce em cima do outro). Para esses casos é necessário fazer apenas o alinhamento e nivelamento de dentes.

“O tratamento com alinhadores ortodônticos apresenta vantagens como menor desconforto, possibilidade de remoção para a higienização e alimentação e, claro, o fato deles serem mais discretos”, diz Alexandre.

Porém, seu tempo de tratamento não é tão diferente como muitos pensam. Um estudo realizado nos Estados Unidos observou que alinhadores eram mais rápidos em média 5 meses, mas esses resultados devem ser observados com cautela.

“Percebi que os pacientes desse estudo não apresentavam problemas ortodônticos complexos. Por ser uma tecnologia relativamente nova, esses alinhadores ainda podem apresentar limitações em alguns casos”, diz o especialista.

Cooperação do paciente
Agora uma coisa é certa: o sucesso e o tempo de todos os tipos de tratamentos ortodônticos dependem muito do paciente. “É importante que ele vá às consultas, pois um aparelho ortodôntico sem a ativação do ortodontista é um aparelho ortodôntico que não está fazendo efeito. Além disso, aparelhos removíveis, elásticos e outros acessórios do tratamento devem ser utilizados durante o tempo prescrito pelo especialista e da maneira correta”, diz Alexandre.

Outro problema muito comum para atrasos de tratamentos são quando as peças do aparelho se quebram porque o paciente comeu alimentos duros que estavam na lista de “proibidos”. “O paciente deve procurar seu ortodontista imediatamente quando perceber que algum bráquete se soltou”, diz o especialista.

Ah, e claro, uma boa higienização é essencial. Intercorrências como cáries e problemas gengivais não só atrasam o tratamento ortodôntico como são um risco para a saúde do paciente.

Fonte: Agência Beta

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