O que é e para que serve a Ortodontia Lingual?

Técnica é indicada para quem não quer um sorriso metálico e prefere um tratamento mais discreto

27 out 2016
08h00
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Você sabe dizer o que é a Ortodontia Lingual? Se você pensou que tem alguma coisa a ver com um aparelho que “corrige” a língua está muito enganado. A ortodontia lingual exerce as mesmas funções da ortodontia convencional com uma única diferença: nesse caso, o aparelho é colocado na parte de dentro dos dentes, na sua face lingual, daí o nome. Vamos conhecer um pouco mais sobre esse tratamento?

A ortodontia lingual é uma técnica que surgiu no final dos anos 70 em função de uma demanda cada vez maior pela procura por tratamentos ortodônticos sem o incomodo, e o visual metálico, dos indiscretos aparelhos tradicionais.

“A procura de adultos por um tratamento ortodôntico aumentou muito nos últimos anos, mas agora eles querem algo que não seja percebido pelas pessoas. Tanto é que, mesmo quando os braquetes são instalados na face da frente, junto aos lábios, atualmente há uma preferência pelos transparentes, ou seja, os mais discretos”, diz Marcelo Marigo, Doutor em Ortodontia e Ortopedia Facial pela UNICAMP e praticante da técnica da Ortodontia Lingual desde 1998.

Estética e rapidez!
Embora a estética seja a principal vantagem desse tipo de tratamento, pois você pode tratar seu sorriso sem que ninguém saiba disso, a ortodontia Lingual ainda traz mais benefícios.

“Dependendo da direção das forças aplicadas nos dentes, a técnica obtém resultados mais eficientes e em tempos mais curtos”, diz o especialista.

Há também outra vantagem. Vamos imaginar uma situação em que você está fora de casa e resolve comer um salgado qualquer. Como ficaria o seu aparelho se ele estivesse no lado de fora dos dentes? Certamente você teria que correr para o banheiro e sacar seu kit higiene imediatamente antes de falar com qualquer pessoa. Com o aparelho do lado lingual isso poderia aguardar mais algum tempo sem grandes crises.

Alto custo
Para Marcelo, a grande desvantagem da técnica é seu preço. “Há ainda fases laboratoriais e custos do aparelho propriamente dito que demandam um trabalho que faz com que seu preço se eleve”, diz o especialista.

Mas, segundo ele, há outro fator que também é responsável por seu preço elevado. “Há a necessidade de especialistas muito bem preparados para adotar a técnica em sua prática. É uma técnica que exige mais habilidades, mais conhecimento e mais  treinamentos específicos. Não cabem aventureiros em sua prática”, diz Marcelo.

Alias, o especialista faz questão de ressaltar outra questão: “O tratamento ortodôntico lingual é indicado para todo e qualquer tipo de má oclusão. Aqueles que divulgam sua indicação específica é porque não estão preparados para  a prática de uma alternativa incomparável para a terapia ortodôntica estética”, diz o dentista.

Adaptação complicada?
Há quem aponte a adaptação à esse tipo de aparelho como outro ponto negativo do tratamento, pois, uma vez que os braquetes ficam em contato direto com o língua, a fala pode ficar prejudicada e as lesões na língua podem ser bastante desconfortáveis.

No entanto, Marcelo acredita que essa visão é um pouco ultrapassada, pois os aparelhos de hoje estão mais modernos e menos agressivos, embora ele concorde que a fala possa realmente ficar um pouco comprometido nos primeiros dias.

“As dores ou lesões que podem surgir com o aparelho lingual são sanadas como nos aparelhos tradicionais, com a indicação de alguma medicação se houver dores (mais comuns nos primeiros 3 a 5 dias de sua ativação). Se houverem lesões, o ortodontista deve ser comunicado imediatamente para que resolva o problema, pois certamente existirá alguma anormalidade no aparelho, já que ele, em um estado normal, não pode e não deve lecionar nada”, diz o ortodontista.

Higienização mais simples
A higienização do aparelho lingual, por incrível que pareça, é mais simples e mais eficiente que o tradicional. “O fio dental é mais facilmente utilizado na técnica lingual, pois, não há a necessidade de passa-lo por debaixo do fio, já que o aparelho é colado mais próximo à gengiva. Também podemos contar com a auto-limpeza através da saliva (que é mais intensa na parte lingual) e da própria língua”, diz Marcelo.

Agência Beta

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