Tratar dor de garganta com luz de LED já é possível!

Pesquisadores da USP descobrem forma mais rápida, indolor, com baixo custo e poucos efeitos colaterais para tratar o problema

8 dez 2016
08h00
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Já pensou se fosse possível acabar com aquela dor de garganta chata apenas com uma luz de LED? Segundo uma pesquisa feita pela USP de São Carlos, essa prática está mais próxima do que você imagina. Esse método pode dispensar o uso de antibióticos e é bem mais rápido e indolor do que outros meios mais convencionais de acabar com a doença.

A “magica” está na ação conjunta da luz de LED de cor azul com a curcumina que acabam produzindo um oxigênio reativo capaz de matar as bactérias que causam esse tipo de incomodo
A “magica” está na ação conjunta da luz de LED de cor azul com a curcumina que acabam produzindo um oxigênio reativo capaz de matar as bactérias que causam esse tipo de incomodo
Foto: Lucky Business / Shutterstock

A “magica” está na ação conjunta da luz de LED de cor azul com a curcumina que acabam produzindo um oxigênio reativo capaz de matar as bactérias que causam esse tipo de incomodo. A grosso modo, seria como queimar as bactérias com fogo.

E durante o tratamento tudo flui naturalmente e sem dor, pois a curcumina pode ser aplicada em forma de spray ou até mesmo ser ingerida como uma bala antes da ação da luz.

Longo caminho
Mas não pense que foi fácil chegar até aqui, não. Esse estudo começou há três anos com a participação voluntária de 90 pessoas com idades entre 18 e 55 anos que apresentavam infecções na garganta causadas por bactérias. Alias, esse é um ponto importante a ser destacado sobre a pesquisa.

“O tratamento é especifico para o combate das bactérias patogênicas, portanto para a faringite bacteriana. Ainda não foi comprovada sua indicação para faringite viral”, diz Kate Blanco, biomédica e uma das autoras da pesquisa.

Eficiência de primeira
O resultado da pesquisa com os voluntários foi extremamente satisfatório. Contra as bactérias, esse método mostrou muita eficiência e logo na primeira aplicação apresentou um índice de cura de 95%, ou seja, 88 pacientes tiveram controle da infecção nas primeiras 24 horas.

Para Kate e seus parceiros Natalia Mayumi Inada e Vanderlei Salvador Bagnato, essa nova técnica vem para somar, uma vez que traz muitos benefícios se comparado ao uso de antibióticos.

“Ele apresenta como benefícios ausência de efeitos colaterais por ser um tratamento localizado, baixo custo, facilidade e rapidez na aplicação, alta adesão do paciente e nenhuma restrição quanto o número de sessões e frequência de tratamento”, diz a pesquisadora.

Além disso, segundo Kate, não há contraindicação. “Em casos raros o paciente poderá ter alergia à curcumina, mas nenhum caso foi relatado até o momento”, diz a especialista.

Esse método é uma ótima alternativa ao antibiótico em tempos onde as bactérias andam cada vez mais resistentes. Segundo estudos, a vida média de um antibiótico é de 3 a 5 anos e as pesquisas para criar um novo são caríssimas. Assim, com esse novo tratamento a base de luz de LED e curcumina, muito dinheiro pode ser economizado e até gastado em outras pesquisas.

Nos consultórios
Embora ainda não possa ser encontrado oficialmente em vários consultórios por aí, a ideia da equipe de Kate é que isso aconteça o quanto antes.

“Para fins de pesquisa já contamos com a parceria de dois consultórios em São Carlos e um ambulatório em Araraquara. Estamos trabalhando para nos próximos 12 meses finalizarmos os testes clínicos completos com adultos e crianças para indicar para os médicos interessados”, diz a pesquisadora.

Fonte: Agência Beta Este conteúdo é de propriedade intelectual do Terra e fica proibido o uso sem prévia autorização. Todos os direitos reservados.

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