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Programa sanitário vai baratear planos de saúde, diz Trump

13 mar 2017
15h44
atualizado às 16h22
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu nesta segunda-feira que o novo programa de saúde proposto pelos republicanos permitirá aos americanos escolher os médicos e os planos de cobertura que preferirem, e que os custos começarão a cair "em um ano ou dois".

Trump se reuniu na Casa Branca com várias "vítimas" dos efeitos da reforma da saúde promovida e assinada em 2010 por seu antecessor, Barack Obama, e expressou sua frustração porque, na sua opinião, "a imprensa está fazendo com que o 'Obamacare' (nome com o qual ficou conhecido o programa de saúde do ex-presidente) pareça algo bom".

"É um pouco como o que acontece com Obama, quando se foi (da Casa Branca), as pessoas gostavam dele. Quando estava aqui, as pessoas não gostavam tanto dele. É como funcionam as coisas, é a natureza humana", opinou Trump.

O atual presidente prometeu que, com a proposta dos republicanos para revogar e substituir o "Obamacare", os americanos poderão "escolher o plano que quiserem, o médico que desejarem".

"Poderão fazer um montão de coisas que se supunha que o outro plano lhes ofereceria, mas nunca lhes deu. Lembrem, as pessoas não podiam escolher seu médico, não podiam escolher seu plano", afirmou Trump, ao lembrar a promessa descumprida de Obama de que se os americanos gostassem de seu médico, poderiam mantê-lo sob a reforma de saúde.

Trump afirmou que a nova lei "desencadeará o poder do mercado de saúde privado para que as seguradoras possam competir", o que vai fazer com que "os preços caiam, caiam e caiam".

"Uma maior concorrência com menor regulamentação reduzirá finalmente o custo dos cuidados médicos, e acredito que os mesmos cairão significativamente, mas, infelizmente, é algo que leva um tempo, porque você tem que deixar o mercado fazer seu trabalho", indicou Trump.

"Pode levar um ou dois anos" para diminuir os preços da cobertura de saúde, acrescentou o líder, que também prometeu "muitas opções" de planos de saúde para escolher.

Como já havia feito nas últimas duas semanas, Trump reiterou que os republicanos "estão se colocando em uma posição muito ruim" politicamente, porque, graças à substituição do "Obamacare", "o povo não verá a devastação que irá ocorrer em 2017, 2018 e 2019" sob a reforma de saúde do ex-presidente.

Para Trump, esse sistema estava projetado para "explodir" nos anos mencionados porque Obama já não estaria no poder. Além disso, o magnata garantiu que o sistema atual só serve "para trazer felicidade a um pequeno número de pessoas", em referência aos cerca de 20 milhões de americanos que receberam cobertura.

Dois comitês da Câmara dos Representantes aprovaram na semana passada a proposta republicana para revogar a lei sanitária de Obama, que a Casa Branca definiu como a primeira de uma série de três fases para substituir o atual sistema de saúde.

Espera-se que o plenário da Câmara vote nos próximos dias esse texto, que encontrará maiores empecilhos no Senado, onde vários republicanos moderados já manifestaram sua oposição, assim como parte dos ultraconservadores, a quem a oferta de revogação do "Obamacare" não é suficiente.

EFE   

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